Mês de junho alerta para o câncer de pele, especialmente o melanoma, tipo mais letal de câncer de pele

PorDra. Ludmila Thommen

Mês de junho alerta para o câncer de pele, especialmente o melanoma, tipo mais letal de câncer de pele

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de pele é o tipo mais comum no Brasil. Para 2020 são estimados, no país, 4.200 novos casos de câncer de pele melanoma em homens e 4.250 em mulheres.  Já os casos novos de câncer de pele não melanoma estimados são de 83.770 em homens e 93.169 em mulheres.

O câncer de pele é um tumor de pele maligno, provocado pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento de tumores cutâneos, e a maioria dos casos está associada à exposição excessiva ao sol ou ao uso de câmaras de bronzeamento. A melhor forma de reduzir o risco de desenvolver a doença, é reduzir a exposição solar e fazer uso de protetor solar diariamente. Importante lembrar que o efeito do Sol é cumulativo, por isso é de extrema importância respeitar os horários mais favoráveis para se expor ao sol. Antes das 10h e após às 15h.

Tipos de câncer de pele

Existem três tipos de cânceres de pele: o carcinoma basocelular, mais frequente e com alto percentual de cura; o carcinoma espinocelular, de incidência média; e o melanoma, o tipo mais grave e mais raro.  “Em qualquer um dos casos, a doença é curável se detectada em estágio inicial”.

Diagnóstico

A doença pode ter o aspecto de uma pinta, uma pequena alergia ou outras alterações que, a princípio, pode parecer algo sem muita importância. Mas é fundamental ter o conhecimento da própria pele e saber em quais áreas existem esses sinais. Apenas o exame clínico ou a biópsia podem diagnosticar o câncer de pele.

Atenção para  as lesões na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente; pinta preta ou castanha que muda de cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce; e manchas ou feridas que não cicatrizam, continuam a crescer e causam coceira, crostas, erosões ou sangramentos.

Tratamento de câncer de pele tipo melanoma

O melanoma é um tipo de câncer maligno cresce com facilidade e pode afetar outros órgãos rapidamente. Dessa forma, tratamentos complementares a cirurgia pode ser necessário.

Quimioterapia: consiste no uso de comprimidos ou remédios diretamente nas veias para eliminar as células cancerígenas que não foram retiradas com a cirurgia, mas pode causar queda de cabelo.

Radioterapia: utiliza raios X diretamente sobre a lesão na pele para eliminar as células tumorais restantes;

Terapia biológica: são remédios, como Vemurafenib, Nivolumabeou Ipilimumab, que ajudam a fortalecer o sistema imune para que seja capaz de eliminar mais células cancerígenas.

É importante lembrar que o melanoma é o tipo de câncer de pele mais grave e, por isso, nem sempre é possível atingir a cura, especialmente quando o tumor é identificado numa fase muito avançada.

Tratamento de câncer de pele não melanoma

O câncer de pele basocelulare espinocelularé feito, na maior parte das vezes, apenas com o uso de cirurgia.

Prevenção

Além do uso do filtro solar, existem outras formas de proteger a pele contra os raios UVA e UVB do sol. A proteção solar deve ser feita tanto em momentos de lazer quanto de trabalho sob o sol. Para quem realiza as atividades ao ar livre, o uso de equipamentos de proteção individuais (EPI), chapéus de abas largas, óculos escuros, roupas que cubram boa parte do corpo e protetores solares são itens obrigatórios diários para evitar que a exposição prolongada traga problemas de saúde.

Dra. Ludmila Thommen
Oncologia clínica

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