2019 ASCO Annual Meeting

PorDra. Ludmila Thommen

2019 ASCO Annual Meeting

A reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) é o maior congresso sobre câncer, atraindo mais  de 30.000 profissionais de oncologia de todo o mundo. Realizado entre os dias 31 maio e 4 de junho em Chicago (EUA), ocorreu discussões sobre os diversos temas relacionados ao câncer, como acesso a novos tratamentos.

Vou destacar aqui 2 estudos que considerei de grande impacto no tratamento do câncer de mama, que é o mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo.

1- Câncer de mama:

Vou começar falando do estudo chamado MONALEESA-7 (Uso do medicamento chamado Ribociclibe):

Essa medicação foi aprovada no último ano pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, sendo indicada em combinação com um bloqueador hormonal para o tratamento de mulheres  com câncer de mama RH+/HER2- em estágio avançado ou metastático. É indicado como terapia inicial podendo postergar a necessidade de uso de quimioterapia citotóxica. Ou seja, é um tratamento de primeira linha para câncer de mama avançado positivo para receptores hormonais.

Assim, já sabíamos do benefício da medicação, no entanto, no evento da ASCO demonstrou um avanço significativo em  melhora de sobrevida/ redução do risco de morte.

Estudo de extrema importância que certamente muda nossa prática clínica.

É fato, o tratamento do câncer de mama evoluiu muito nos últimos anos, o índice de cura aumentou incrivelmente com as novas técnicas cirúrgicas, a radioterapia e os novos medicamentos.
Com o progresso da medicina, pacientes que antes tinham poucas opções de tratamento hoje conseguem viver muitos anos com qualidade de vida. Mesmo nas mulheres que têm doença metastática e não podem ser curadas, muitas novas opções de tratamento estão disponíveis.

Outra trabalho que foi novamente ressaltado foi o IMpassion130 (Uso de imunoterapia)

Vou tentar explicar de forma didática: Mulheres com câncer de mama triplo negativo metastático já foi demonstrado benefício em uso da quimioterapia (Nab-paclitaxel) associado a atezolizumabe, um inibidor de checkpoint imunológico anti-PD-L1.

Os novos resultados indicaram um maior benefício para pacientes com expressão de PD-L1 ≥ 1%, com ganho de sobrevida global.

Sabemos que a imuonterapia está sendo considerada um dos maiores progressos conta certos tumores e agora já temos dados promissores em câncer de mama.

A imunoterapia trabalha fortalecendo o sistema imunológico,isto é, favorecendo a resposta imune para destruir as células tumorais.

Uma medicação que veio para ficar sem dúvida!

Observação: Esse texto está isento de conflito de interesse e possui finalidade essencialmente educacional.

Dra. Ludmila Thommen Teles

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